Vindo de suas indicações ao Globo de Ouro e SAG por sua interpretação como Princesa Diana em The Crown, Emma Corrin estrelará ao lado de Harry Styles o drama romântico da Amazon Studios, My Policeman.

A história se passa no final da década de 1990, quando a chegada de Patrick na casa de Marion e Tom, desencadeia eventos sísmicos de 40 anos atrás: a relação apaixonada entre Tom e Patrick em uma época em que a homossexualidade era considerada crime. Styles e Corrin interpretarão Tom e Marion, respectivamente.

Baseado no aclamado romance homônimo de Bethan Roberts, My Policeman será produzido por Greg Berlanti, Robbie Rogers e Sarah Schechter da Berlanti-Schechter Films, em associação com Cora Palfrey e Phillip Herd da Independent Film Company e MGC. O vencedor do Tony e Olivier Award, Michael Grandage, será o diretor e o indicado ao Oscar e ao Emmy, Ron Nyswaner, o roterista.


Fonte: Deadline
Tradução & Adaptação: Equipe Emma Corrin Brasil

Na manhã de ontem (3), a Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA) anunciou os indicados ao Globo de Ouro. Emma Corrin faturou sua primeira indicação na premiação na categoria de Melhor atriz em série – Drama por seu papel como Princesa Diana em The Crown.

Sendo uma das premiações mais prestigiadas da indústria do entretenimento, Corrin registrou e compartilhou sua reação quando seu nome foi anunciado durante a transmissão. Em entrevistas, a atriz falou sobre tal reação e muito mais. Confira:

Parabéns pela sua primeira grande indicação! Como você ficou sabendo e quais são os seus planos para comemorar?
É muito louco. Ainda não processei. Eu estava em meu apartamento com minhas amigas. Nós pedimos comida! Elas estavam perto de mim quando as nomeações foram lidas para evitar que eu ficasse muito apavorada. Vou comemorar ficando no apartamento. Não há nada que possamos fazer além disso. E um pouco de champanhe.

Você falou um pouco sobre o trabalhoso processo de tornar e incorporar a Diana. Teve algum momento da vida dela nos anos 80 que você achou que seria ótimo ver na série, mas não foi incluído?
Não tenho certeza se isso é verdade, mas ouvi a história de que Freddie Mercury e seus amigos costumavam vestir Diana como um cara e levá-la a bares gays. Isso parece incrível. Não sei em que ano isso teria ocorrido, mas me lembro de ouvir isso e pensar: Oh meu Deus, eu teria adorado isso! Eu consegui cobrir um arco incrível com ela, mas isso teria sido emocionante.

Eu estava esperando quando ela foi ao parque de diversões com Charles e Harry, mas percebi que era nos anos 90.
Isso é adorável, eu sei exatamente do que você está falando. É pura alegria nessas fotos.

Quantas perucas você tinha e tentou roubar alguma delas?
Eu tinha seis perucas. Não pensei em roubar nenhuma delas, na verdade. Teve um momento em que estávamos filmando em Londres, e pensamos que alguém tivesse roubado uma das perucas da rainha. Mas acho que alguém só a perdeu. Foi tão engraçado. Lembro que foi o dia de maior pânico no set. “Falta uma peruca!”

Você nomeou alguma de suas perucas?
Eu não me liguei muito às minhas perucas, infelizmente. O processo de colocá-las às seis da manhã era muito trabalhoso. Eu não queria formar nenhum vínculo com elas.

A cena de Diana que mais me alegrou foi a performance de “Uptown Girl”. Eu adoraria saber como você se preparou para a dança, especialmente porque não havia nenhuma fonte de material de vídeo para extrair.
Eu tinha treinado dança por cerca de três ou quatro meses antes daquela cena. Fiz jazz, sapateado e ballet, que tentamos incorporar mais ao longo da temporada. Trabalhamos com jazz para “Uptown Girl” e continuamos com os movimentos básicos do jazz. Foi ótimo ter algumas fotos para trabalhar, mesmo que não tenhamos vídeo. Analisamos os movimentos específicos que você pode ver nessas fotos — como os chutes e os levantamentos. Nós os incorporamos à rotina tanto quanto possível. E depois fizemos a cena O Fantasma da Ópera em um teatro em Wimbledon no dia seguinte, então foram alguns dias estressantes de filmagem. O Fantasma da Ópera foi mais difícil para mim. Eu estava sozinha Eu me senti muito vulnerável. Tinha uma orquestra enorme ao vivo comigo e eu tive que cantar, e então apenas cerca de 30 segundos foram usados ​​na versão final.

Quem temos de subornar para obter o corte completo de O Fantasma da Ópera?
Informe a Netflix. Eu não vi mais nada disso!

Entrevistei o dançarino que se apresentou com Diana, Wayne Sleep, e ele achou que você fez um trabalho excelente.
Oh meu Deus, o verdadeiro Wayne Sleep?

Sim!
Eu não posso acreditar. Isso é tão legal. Eu não falei com ele ou o encontrei antes, mas é muito bom saber.

Ele considerou esse desempenho a “declaração de independência” de Diana.
Eu concordo completamente. A dança era sua linguagem do amor, e ela sentia muita alegria em se apresentar e compartilhar essas coisas para as pessoas que amava. O que ela estava dando era um grande presente e, infelizmente, não deu certo com Charles.

Qual você considera ser o momento mais punível de Charles?
Quanto tempo tenho para pensar sobre isso?

Existem tantos.
Acho que tem que ser a discussão no final, quando ele fala para Diana: “Camila é quem eu quero. Ela é o que eu quero! Eu nunca quis você, e você não significa nada para mim!” É simplesmente horrível e foi difícil fazer aquela cena. Josh é a pessoa mais legal do mundo. Somos tão bons amigos, mas mesmo assim era sempre estranho ficar gritando um com o outro o tempo todo.

Um drama estranho que surgiu do governo de seu país é que ele quer que The Crown seja claramente rotulada como ficção. Você concorda com isso?
Não, definitivamente não acho que seja necessário. É muito claro que é um drama fictício. Porque agora está invadindo cada vez mais os dias atuais, todos estão se sentindo um pouco mais sensíveis sobre isso, e isso é esperado. Acredito que a série sempre lidará com tudo com muita sensibilidade, mas o fato é que é um drama e é uma ficção.

Por que você acha que isso se tornou um problema agora e não durante uma temporada anterior?
É lidar com pessoas que ainda estão muito vivas e com relacionamentos que ainda são muito divisivos.

Você já conversou com a próxima Diana, Elizabeth Debicki?
Não, ainda não! Eu estarei muito disposta se ela quiser entrar em contato, mas essa é uma decisão que ela tem que tomar por si mesma.

Que conselho você daria a ela?
Faça sua própria interpretação. Não ligue para o resto do mundo e para a pressão. Agarre-se a coisas que ressoam em você, com as quais você se relaciona ou com as quais você tem empatia. E sempre confie no roteiro. Não vai te decepcionar.

Dependendo de como a cerimônia do Globo de Ouro se desenrola, você está pronta para fazer um discurso de aceitação de seu apartamento? O seu Wi-Fi é decente?
Oh Deus, você está certo, eu nem tinha pensado nisso. Sinceramente, é tão difícil perceber que tudo isso está acontecendo. Definitivamente preciso verificar meu Wi-Fi.

Fontes: Vulture e LA Times
Tradução e adaptação: Emma Corrin Brasil

Na manhã de ontem (3), foi anunciado os indicados à 78ª edição do Globo de Ouro, premiação que prestigia profissionais e produções da TV e cinema. Como esperado, a Netflix marcou grande presença na lista com 42 indicações, sendo 20 nas categorias de TV, incluindo The Crown em Melhor Série de Drama.

Emma Corrin, que foi aclamada pela crítica especializada e pelo público, não poderia ficar de fora. Ela disputará a categoria Melhor atriz em série – Drama com grandes nomes: Olivia Colman, Jodie Comer, Laura Linney e Sarah Paulson. A atriz agradeceu pela indicação e ao seu ex-colega de trabalho e amigo Josh O’Connor, e compartilhou sua reação quando seu nome foi anunciado durante a transmissão do TODAY Show e E! News, que foram os responsáveis pelo anúncio dos indicados:

emmalouisecorrin: Muito obrigada, @goldenglobes! É uma verdadeira honra ser indicada entre um grupo de mulheres tão talentosas e inspiradoras! Trabalhar em The Crown foi a experiência mais mágica, em grande parte graças ao elenco e equipe que me apoiaram e ajudaram a me guiar. OBRIGADAAAAA


A Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA) anunciará os vencedores em uma cerimônia que acontecerá no dia 28 de feereiro.

Emma Corrin concedeu uma entrevista ao Deadline onde falou sobre estar emocionada pela indicação ao Globo de Ouro e comentou que está animada para ver as interpretações de Kristen Stewart e Elizabeth Debicki como Princesa Diana em seus respectivos projetos. Confira a entrevista traduzida:

Emma Corrin não só ficou emocionada com as seis indicações de The Crown ao Globo de Ouro anunciadas na quarta-feira, incluindo a sua própria indicação por interpretar a Princesa Diana, mas também disse que está animada para ver o que Kristen Stewart fará com o mesmo papel da realeza no novo filme de Pablo Larrain, Spencer, e como Elizabeth Debicki vai levar a personagem para a próxima temporada de The Crown.

“Eu acho maravilhoso, é simplesmente ótimo, porque [Diana] deve ser celebrada”, disse Corrin ao Deadline, “e, na verdade, acho que é muito interessante ver tantas interpretações diferentes dela. Felizmente, todas essas diferentes atrizes revelarão diferentes nuances dela e diferentes aspectos de sua história que possamos aplicar em nossas próprias vidas e aprender com isso.”

Corrin positivamente comparou ver a mesma pessoa na vida real retratada por vários atores ao filme dirigido por Todd Haynes, Não Estou Lá. “[Quando] todos os diferentes atores interpretam Dylan, como Cate Blanchett, você consegue ver diferentes partes e aspectos dessa pessoa que achamos que conhecemos tão bem.”

Fazer The Crown foi “uma das melhores experiências”, disse ela, mas incorporar Diana, que era famosa por ser “a princesa do povo”, foi “muito assustador” também. “Há muito material sobre ela, e todos se sentem muito próximos dela. Essa era a mágica, que ela era uma pessoa incrivelmente identificável e as pessoas gostavam muito dela, então eu pensei, ‘onde eu me encaixo? Como eu faço isso?'”

Corrin teve que deixar de lado o que a família real poderia achar de sua performance, ela acrescentou. “Você está criando esse personagem que, de certa forma, parece muito separado das pessoas reais. Então isso ajudou nesse sentido, porque se você pensar muito sobre isso fica bastante assustador. O que me ajudou muito foi o roteiro e perceber que é a nossa versão da Diana, e a escrita de Peter [Morgan] é uma dádiva de Deus, ele é tão talentoso e cria esses complexos personagens com nuances que são uma grande alegria de dar vida.”

Mas interpretar a amada da realeza também trouxe para Corrin quem era Diana e a profundidade dos desafios que ela enfrentou. “Tenho muita admiração por sua força, e por sua intensa vulnerabilidade e a profundidade da emoção que ela deve ter sentido o tempo todo nesta situação tão intensa”, disse ela. “Ela era tão forte e conseguiu ser uma referência de força e esperança para muitas pessoas, mesmo quando ela estava passando por várias coisas. Acho que simplesmente admiro a maneira como ela se comportava e como lidava com tudo.”

Fonte: Deadline
Tradução e adaptação: Emma Corrin Brasil

Na manhã de hoje, a Academia de Imprensa Internacional dos Estados Unidos da América divulgou a lista de indicados aos Satellite Awards. A premiação que tem o intuito de premiar os destaques da TV e cinema, anunciará os vencedores no próximo dia 15.

The Crown lidera a lista com 6 indicações, entre elas Melhor Série de Drama, e Emma Corrin disputando na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante em Série, Minissérie ou Telefilme.

O Entertainment Weekly divulgou uma lista com o nome de 10 estrelas em ascensão que devem se destacar este ano em suas respectivas áreas. Emma Corrin está entre os escolhidos para compor a lista e foi convidada para conceder uma entrevista que aconteceu virtualmente e a fotógrafa Sami Drasin ficou responsável por realizar o ensaio fotográfico com a atriz. Confira as fotos e a transcrição do vídeo da entrevista abaixo:

ENTERTAINMENT WEEKLY BY SAMI DRASIN

Cada cena em The Crown é simplesmente insana, porque parece como se fossem um retrato. Poderiam ser uma foto emoldurada. Poderiam ser uma obra de arte, e foi maravilhoso ver a precisão dessas montagens. Foi maravilhoso ser testemunha disso e fazer parte. Eu me lembro de ir para a mesa de leitura, que é provavelmente o momento mais surreal, e eu cheguei lá um pouco cedo. Nós estávamos nessa mesa enorme e eu me lembro que todos tinham cartões com seus nomes em seus lugares. Eu me lembro de sentar no meu lugar, que dizia Emma Corrin, e à minha esquerda estava o nome de Gillian Anderson e à minha direita o de Josh O’Connor, e à minha frente, os nomes da Olivia Colman e Helena Bonham Carter, e eu estava olhando para esses nomes e pensando, ‘Isso é… Como eu vim parar aqui?’ Eu acho que trouxe meu cartão com meu nome.

Qual foi o seu destaque do ano, pessoal e profissional?
Essa é uma boa pergunta. Acho que profissionalmente, é a estreia da quarta temporada de The Crown, e depois de trabalhar duro nisso e ver todo mundo gostando disso e esse tipo de coisa, que foi maravilhoso. E pessoalmente, provavelmente, passar um tempo… Eu sou muito ruim em arrumar tempo para mim mesma, e acho que o lockdown me forçou a fazer isso. Eu comecei a escrever e desenvolver meu próprio material, o que eu nunca pensei que teria a chance de fazer se eu não tivesse todo esse tempo.

Qual foi seu primeiro projeto profissional ou experiência?
Bem, na verdade, eu tive uma pequena parte na série Grantchester, que é uma série britânica que foi um brilhante aprendizado. Eu nunca tinha feito nenhum filme ou algo na TV antes disso. Eu só havia feito teatro, e foi irado, tipo, ver a diferença e estar em um set de filmagem, e foi muito revelador.

Qual foi seu projeto favorito que você trabalhou?
Definitivamente The Crown. Eu acho que a maioria do elenco diz isso, é simplesmente o trabalho mais feliz, parece uma família. É um grupo de pessoas, elenco, equipe e criadores maravilhosos. Você tem a sensação de que todos estão tão felizes por estarem lá e tão apaixonados pelo que estão fazendo, e estar nesse ambiente, mesmo quando você está trabalhando por várias horas todos os dias, é uma grande emoção, uma grande honra. Foi fantástico.

O que você aprendeu sobre si mesma durante a quarentena?
Acho que só confirmou para mim que sou a pessoa mais inquieta. Eu sou muito ruim em não estar ocupada. Também não estou acostumada a ser produtiva quando não estou ocupada. Normalmente, eu sou a pessoa mais produtiva quando tenho milhões de coisas para fazer, então estou me adaptando, eu tenho que encaixar as coisas. Eu gosto de estar trabalhando o dia todo, e depois voltar e me sentir ótima, e tirar duas horas para escrever. Eu tiro duas horas para correr ou lidar com essa administração, e é muito estranho quando você tem todo esse tempo, como uma extensão de um dia pela frente. Mas tem sido bom para mim. Acho que isso realmente me desacelera.

Qual foi a compra mais estranha que você fez durante a quarentena?
Eu não tinha móveis no meu quarto há anos, porque eu me mudei para cá e minha cama quebrou logo depois, e porque eu estava muito ocupada, eu não tinha tempo de comprar uma nova, então eu estava dormindo em um colchão até que eu finalmente consegui comprar móveis para o meu quarto, que foi muito legal. Um de meus amigos apareceu e estava tipo, ‘Emma, você não pode ser essa pessoa que dorme em um colchão nos seus 20 anos, isso é triste.’ Além disso, eu tenho um par de patins que comprei e nunca usei. Acho que usei umas duas vezes.

Qual é a primeira coisa que você vai fazer quando o mundo voltar ao normal?
Dançar. Dançar com os meus amigos. Eu sinto falta de dançar com os meus amigos. Nós sempre costumávamos ter esses jantares com festa. Alguém organizaria, e todos nós nos reuniríamos e comeríamos muito e cozinharíamos juntos e então colocaríamos música, e sempre seriam músicas dos anos 80, e simplesmente dançaríamos a noite toda. Eu não tenho feito isso por um bom tempo, e eu realmente sinto saudades.

Quais foram os seus momentos preferidos da cultura pop do ano?
Eu amei Nada Ortodoxa, que assisti durante o lockdown, e O Gambito da Rainha, que fiquei obcecada. Eu direi, realmente estou atrasada para a festa, mas eu comecei assistir The Undoing há dois dias, e estou completamente obcecada. Estou amando. Eu preciso terminar.
Eu tenho uma assinatura do Movie há anos, e nunca havia realmente usado. É basicamente uma livraria independente de filmes e coisas de arte, e eu nunca usei, porque você não pode conectar e ficar olhando para o celular. Você tem que estar bem focado. E eu também não tinha tempo ou conexão de internet, e concentração. Mas estou orgulhosa de mim mesma, tenho assistido coisas no Movie, o que é definitivamente útil do ponto de vista da carreira.

O que vem a seguir?
Eu ainda não posso dizer, mas eu tenho algumas coisas vindo aí. Tenho alguns projetos chegando no ano que vem. Espero fazer um pouco de teatro, o que estou muito animada, porque foi onde comecei e mal posso esperar. Bem, espero que isso vá em frente se for possível com o COVID. Mas, sim, estou desenvolvendo principalmente minhas coisas. Como eu disse, encontrei um artigo no ano passado pelo qual me apaixonei e achei que era uma história incrível, bonita e importante para contar, e levou um ano para mim e minha equipe, mas garantimos os direitos agora, então estamos desenvolvendo isso. Não estarei estrelando, mas estarei escrevendo. Estou apavorada. Não tenho nenhuma experiência em roteiro, mas acho que é aquela coisa em que você só tem que superar o medo da página em branco e tentar. Posso tentar, porque não há mal nenhum.

Confira a lista completa clicando aqui!

Emma Corrin não só concedeu uma nova entrevista como também está estampando a capa da edição de hoje da revista The Observer – The New Review. Na conversa com Rachel Cooke, a intérprete de Diana em The Crown relembrou tempos antes de ser escalada para o elenco do drama da Netflix, falou sobre como foi o ensaio com Josh O’Connor e Emerald Fennell para o episódio “Conto de Fadas” e muito mais. Confira as scans, o ensaio fotográfico realizado por Phil Fisk e a tradução abaixo:

THE OBSERVER – THE NEW REVIEW (JANUARY, 24)

‘Eu acabei tendo um grande apreço pela complexidade de Diana’

Emma Corrin, a estrela de The Crown, conta a Rachel Cooke sobre sua ascensão à fama, como sua mãe a ajudou a fazer a voz de Diana e por que agora ela quer deixar de fazer “inglês sofisticado”

Desde o momento que começou em 2016, The Crown, o drama sobre a realeza de grande sucesso, muito admirado e ocasionalmente polêmico da Netflix, nunca errou no que se refere ao elenco — ao ponto de suas estrelas às vezes parecerem salvá-lo de si mesmo. Mas até seus produtores estavam preocupados com a perspectiva de encontrar alguém para interpretar a Princesa Diana. Limpe os registros do drama baseado em Di e eles contam uma história bem desesperada: de um papel que é irresistivelmente tentador e, no entanto, totalmente impossível de realizar. Ela estava lá fora em algum lugar, a mulher que poderia trazê-la à vida? E se ela não fosse, o que isso significaria para a série? “Eu estava tão nervoso por poder encontrar alguém capaz de fazer isso que estava preparado para considerar cancelar a série e simplesmente não continuar, ao invés de errar”, admite o criador e escritor, Peter Morgan.

Para Morgan e seus colegas, porém, as estrelas se alinhariam de alguma forma. Em 2018, quando a terceira temporada ainda estava sendo escalada (Diana não iria aparecer até a quarta temporada), uma jovem desconhecida chamada Emma Corrin foi convidada a entrar e ajudar com uma leitura de “química” como a busca por alguém para interpretar Camilla Parker Bowles contracenando com Charles de Josh O’Connor (o papel foi, no final, para Emerald Fennell).

Corrin, cuja agente instruiu que isso definitivamente não era uma audição, se deu bem com o diretor: depois que ela leu como Diana, ele a levou para fora e perguntou se ela gostaria de trabalhar um pouco no personagem — e oito meses depois, ela recebeu uma ligação perguntando se ela gostaria de fazer um teste adequado para Morgan. “De certa forma, é injusto dizer que Emma nasceu para interpretar Diana”, ele me diz, “porque acredito que ela terá um grande e duradouro sucesso como atriz em muitos papéis. Dito isso, eu acredito — e acho que uma pequena parte dela também pode acreditar — que ela tem uma conexão misteriosa e predestinada com o personagem e nasceu para desempenhar esse papel.”

Ela concorda? Na tela do meu computador — Corrin está falando comigo de sua casa no norte de Londres; ela está vestindo um suéter creme, muitos anéis e não poderia ser menos parecida com a Princesa de Gales — ela dá seu sorriso adorável. Na verdade, não, embora ela se lembre de ter dito a sua agente que “algo mudou na sala” quando ela leu como Diana pela primeira vez: “‘Oh meu Deus’, eu disse. ‘Acho que ele gostou de mim! Ele quer trabalhar comigo!'” Ela abaixa a voz, soando severa. “Minha agente disse: ‘Emma! Não faça isso com você. Nem pense nisso.'” E o que ela sente sobre seu papel agora? Tudo o que ela pode fazer é me oferecer a resposta de seus amigos: “Eles disseram que estavam preocupados em não poderem se perder nessa série porque era eu. Mas, estranhamente, depois que lhes mostrei um episódio, era como se não fosse eu lá [na tela].” Atuar, ela observa, é isso: simplesmente tornando-se invisível é que é possível realmente habitar um personagem.

Seu desempenho foi amplamente aclamado. Concorda-se que Emma rouba o show até mesmo da hipnotizante Sra. Thatcher de Gillian Anderson. Quando eu assisti, não consegui superar a maneira como ela havia captado a energia desajeitada de Diana — uma vitalidade incapacitante, às vezes adolescente, que ela nunca perdeu, mesmo no final de sua vida. Então, o que ela pegou primeiro: a inclinação da cabeça ou a voz?

“A voz. Quando eu estava inicialmente fazendo testes, eu ensaiava com minha mãe. Ela é fonoaudióloga e me ajudou a encontrar a voz. Eu assisti Diana: In Her Own Words [um documentário de TV de 2017] e fiquei tão cativada e interessada em sua voz. É única. Ela era uma Sloane Ranger. Para isso, você deixa cair o queixo no final de cada frase, e isso torna tudo lento e longo. Mas não foi só isso. Ela tinha um sotaque incrível. Pelo que eu ouvi, ela sempre pareceu um pouco triste. Foi uma característica que percebi ser importante para a personagem dela.” E as roupas? Usar os suéteres de Di (a Di mais nova) e os vestidos de noite de Catherine Walker (a Di mais velha) ajudou? “Eu vejo isso como a coisa final. Você conhece aquelas fantasias Morphsuits? É como fechar uma dessas. Por dentro, você tem a voz, o personagem, todo o contexto, tudo o que você pesquisou, então você veste a fantasia e ela fecha tudo. O figurino é integral, mas ele se encaixa por último.”

Mas havia muito mais para aprender além disso. Em uma cena, vemos Diana com seu walkman, patinando nos corredores do Palácio de Buckingham: uma procissão exuberante que destaca seu estado de semi-prisão, mesmo que prenuncia sua futura ruptura para a liberdade. “Eu não conseguia andar de patins e ainda não consigo”, diz Corrin. “Eu tive uma aula. Para a dança [vemos Diana praticando ballet sozinha, bem como dançando no palco com Wayne Sleep na Royal Opera House em 1985], eu treinei por seis meses. Aprendi jazz e sapateado, bem como ballet — havia uma cena de sapateado, mas eles a retiraram, provavelmente porque estava muito ruim.”

Esse foi seu primeiro grande papel e, em alguns momentos, era difícil esquecer o fato. “Com Josh, passamos muito tempo juntos, dia após dia; nós entramos nesse ritmo de entrar e sair do personagem. Mas eu só tive uma cena sozinha com Olivia [Colman, que interpreta a rainha]. Eu me lembro de sentar em frente a ela, e de alguém dizendo ‘ação’ e ficando impressionada com a velocidade da mudança que foi. Ela é tão boa. Foi como uma aula magistral de atuação. Era difícil não dizer, ‘Desculpe, posso só fazer algumas anotações?'”

Ela teve uma cena a sós com Emerald Fennell também: pouco antes de seu casamento, Diana tem um torturante almoço com Camilla no Menage à Trois (o restaurante, um favorito de Sloane nos anos 80, era real; acredita-se que o almoço seja uma invenção de Peter Morgan). “Eu me lembro tão bem daquele dia”, diz ela. “Tive as piores cólicas menstruais da minha vida: tinha um balde no chão, porque pensei que ia vomitar. Acho que ajudou, porque estava muito desconfortável fisicamente; adicionou à cena, porque eu não precisava interpretar sua angústia.” No ensaio para essa cena, o diretor, Ben Caron, trouxe Josh O’Connor também (embora o almoço seja à deux, não à trois). “Ben pediu que Emerald e eu segurássemos a mão de Josh sempre que sentíssemos que tínhamos mais poder. Descobri que não era capaz de aguentar o tempo todo. Charles, você vê, é o elefante na sala; é quase como se ele estivesse lá enquanto elas conversam. A dinâmica dessa cena é extraordinária. Camilla se sente tão confortável consigo mesma como mulher, assim como Emerald. Ela pede pudim. Ela tem apetite. Já Diana tem uma relação emocional complexa com a comida. Camilla é dona de si mesma. Ela é poderosa e sexy, e Diana é uma criança.”

Mas isso, na tela, não é tudo que ela é. Um fio de aço é perceptível desde o início; mesmo quando suas emoções se agitam, felicidade e tristeza se juntam, como sempre são quando somos jovens, você vê fragmentos de determinação, até mesmo de ambição. Morgan lembraria a Corrin que, por mais vulnerável que Diana fosse, no final das contas ela lutou: “Acabei tendo essa apreciação avassaladora por sua complexidade. Estou fascinada pela jovem Diana. Todos nós temos uma compreensão de como ela era à medida que envelhecia, mas sua infância… quão isolada e solitária ela se sentiu por muito tempo. Então ela foi arrancada desta adorável e calorosa situação com suas amigas em seu apartamento em Earl’s Court para este mundo muito rígido. Ela era uma adolescente [quando ficou noiva]. Isso é extremamente delicado: você ainda não sabe quem você é. Você está à beira de algo. Então ela foi lançada [como uma realeza] e muito foi exigido dela. Comecei todos os dias de trabalho pensando sobre essa escala oscilante de vulnerabilidade e força. Vulnerabilidade não era tudo dela. Ela suportou muitas coisas.”

Como ela se sente a respeito da polêmica que se seguiu ao lançamento da série em dezembro passado, quando o secretário de cultura, Oliver Dowden, sugeriu que deveria vir com um aviso, informando aos telespectadores que se trata de ficção, não de fato? “Até certo ponto, eu entendo”, diz ela. “Essas pessoas estão vivas. É provável que haja uma certa proteção. Só acho que é um desserviço à apreciação do cinema, da televisão, da escrita e até da imaginação.” Muitas, senão todas, as cenas de The Crown são inventadas — e aí reside todo seu humor, sua elegância e seu discernimento. Para entender, Julian Barnes diz que a ficção é “um processo de produção de mentiras grandiosas, belas e bem ordenadas que contam mais verdades do que qualquer montagem de fatos”.

Descobrir-se de repente tão falado e admirado seria uma experiência inquietante na melhor das hipóteses. Mas no meio de uma pandemia, para Corrin, foi duplamente estranho. Não houve tapetes vermelhos nem festas; as entrevistas foram todas conduzidas virtualmente. O ar de irrealidade só cresce. “Quando a série estava estreando, não podíamos estar juntos como um elenco para celebrá-la”, diz ela. “Estávamos muito orgulhosos disso, mas não nos víamos desde [antes] do primeiro confinamento. Tem sido tão estranho — e triste. Mas talvez seja uma bênção disfarçada. Um amigo me disse que pelo menos significa que o foco tem sido no trabalho, não em eventos em, digamos, Los Angeles — e é isso que significa para mim. Também tornou toda a explosão mais controlável. Eu tive tempo para chegar a um acordo com isso, eu acho.”

Corrin, de 25 anos, que cresceu perto de Sevenoaks em Kent, apaixonou-se por atuar quando era pequena. “Não me lembro da decisão de ser ator”, diz ela. “Foi apenas… um interesse muito forte.” Na escola primária, ela foi o Sapo em O Vento nos Salgueiros, uma performance aclamada, ela se lembra, pela mãe de outra criança; ela escolheu seu colégio interno principalmente porque tinha um grande teatro (um espaço no qual ela estrelaria como Audrey em A Pequena Loja dos Horrores). “Escrevi muito quando criança. Eu tinha uma imaginação insana. Passei muito tempo fora, criando mundos; eu faço muitas peças. Mas eu tinha 16 anos antes de começar a pensar seriamente nisso. Eu tinha que dizer para minha família: é isso que eu quero fazer. Eu queria sair da escola e conseguir um agente. Meus pais não deixaram. Eles queriam que eu tivesse outra opção, obter um diploma para a minha experiência.”

Ela foi rejeitada duas vezes pela escola de teatro. “Eu me lembro de ter sentado na cama a receber a carta da Rada. Havia uma voz na minha cabeça que dizia: ‘certo, o quanto eu quero isso? Eu não posso deixar isso me afetar. Eu preciso encontrar um jeito.’ Eu tinha ouvido uma entrevista em que alguém disse: ‘não há uma maneira de fazer isso; determinação e aproveitar sua criatividade são as coisas mais importantes.’ Então acabei indo para Cambridge — estudei Educação — e foram os melhores três anos da minha vida.”

Ao seu redor, diz ela, havia jovens “escrevendo suas próprias carreiras”. Um ano antes dela entrar para a faculdade estavam Toby Marlow e Lucy Moss, os criadores de Six the Musical — uma peça que começou sua vida extraordinária na periferia de Edimburgo (desde então foi produzido no West End e internacionalmente). “Eu me lembro de todos os ingressos esgotados todas as noites em Cambridge, e isso nos ensinou muito [sobre o que poderia ser possível].” Por sua vez, ela ajudou a encenar uma produção de Mojo de Jez Butterworth e apareceu em, entre outras peças, Coriolanus, Romeu e Julieta, Love’s Labour’s Lost, Philadelphia e The House of Bernarda Alba.

Ela não pode me dizer o que fará a seguir. Mas já há uma sensação de que ela está se preparando para o que pode vir pela frente — e isso nem sempre envolve estar na tela: “Eu e minha amiga Abby estamos co-escrevendo um filme baseado em um artigo do qual comprei os direitos no início deste ano. Conheci uma produtora no ano passado, e ela disse: ‘Você vai descobrir que, à medida que envelhece, pode não haver papéis; nem sempre há papéis para mulheres que são bons.'” É melhor escrever o seu próprio, ela pensa — ou escolher tudo que estiver à vista, como Reese Witherspoon parece fazer. Ela está dolorosamente ciente de como as atrizes ainda são julgadas por sua aparência. “Acho que nunca vou parar de me sentir assim: todos nós crescemos na cultura, ela se infiltra em seu subconsciente. Mas isso me deixa com raiva, e faço o que posso para resistir a mudar qualquer coisa em mim para satisfazer outras pessoas.”

Em seu trabalho, mesmo uma grande chance, não necessariamente muda tudo. Embora haja rumores de premiação pela atuação de Corrin como Diana — ela foi indicada ao Critics’ Choice Awards na categoria Melhor Atriz em uma Série de Drama — atuar necessariamente envolve rejeição. “A insegurança e o estresse em torno disso mudam, mas não vão embora”, ela me diz. “Muda. Recentemente, recebi muitos roteiros e me sinto como um peixinho em um oceano. É assustador. Meu empresário me ligou e disse: ‘O que está acontecendo? Em muitas das fitas [de audição] que você enviou, posso dizer que você não está tentando.’ Eu me senti péssima. Mas o que ele disse a seguir estava certo. ‘É aqui que a batalha começa. Você não está em um lugar onde isso vai ser fácil. Você está enfrentando nomes conhecidos como Emma Stone.'”

Ela estará assistindo sua sucessora na próxima temporada de The Crown (Elizabeth Debicki interpretará Diana na temporada final)? “Sim! Estou ansiosa para isso. Embora eu esteja triste por ter feito apenas uma temporada, eu sempre soube que era para isso que eu estava sendo contratada, e eu a interpretei dos 16 aos 28. Eu a levei de garota para mulher, e eu amei aquele arco. Mas também estou muito satisfeita em seguir em frente. A indústria adora classificar. Quanto mais cedo eu puder deixar de fazer um inglês sofisticado, melhor, mesmo que seja isso que eu sou.” Seu plano, ela diz, é fazer um tipo contrário de Josh O’Connor [antes de ser Charles, ele era um fazendeiro de Yorkshire no filme God’s Own Country]. “Eu quero fazer um filme corajoso e independente, talvez na Escócia ou algo assim. Terei um sotaque ultrajante e um cabelo ruivo esvoaçante.”

Na última semana, foi divulgada uma nova entrevista com Emma Corrin em um episódio do The Big Ticket, podcast da Variety com o iHeart. Durante o bate-papo com o Marc Malkin, a estrela de The Crown falou sobre como foi sua primeira mesa de leitura, o que a deixou mais emocionada enquanto lia o roteiro do drama da Netflix e muito mais. Confira alguns trechos que traduzimos:

Seu irmão ter sugerido que ela deveria interpretar a princesa Diana…

Eu me lembro de estar de férias com a minha família, acho que quando a segunda temporada de The Crown foi lançada e eu me lembro deles brincando sobre quem iria interpretar a Princesa Diana. Um dos meus irmãos disse, ‘Você deveria interpretar a Princesa Diana’. Eu estava na faculdade naquela época e pensei, ‘Só nos meus sonhos mais loucos’. É muito estranho lembrar disso agora.

Spencer ser mais famoso…

Eu fiquei muito no meu apartamento porque estivemos em confinamento. Estive fazendo caminhadas por onde moro e as pessoas ficam, ‘Meu Deus!” Mas a coisa mais engraçada que aconteceu foi que meu cachorro foi reconhecido, mas eu não. Eu passei por duas pessoas e uma delas disse: ‘Meu Deus, aquele não é o Spencer?’ Spencer é o nome do meu cachorro. Eu só pensei, em que mundo estamos vivendo?

Não ter tido premiere e press presenciais…

Tenho refletido muito sobre isso, porque inicialmente eu estava muito triste por não fazermos uma press tour e não podermos fazer uma premiere ou comemorar juntos como um elenco, porque, eu acho que em parte, embora a divulgação às vezes seja cansativa, é um momento adorável onde você comemora o que tem feito junto com seus colegas, e foi muito triste. Eu vi o Josh e a Helena algumas vezes, mas fora isso eu realmente não vi ninguém desde março, quando ainda estávamos filmando. Mas na verdade, pensando bem, acho que meio que tem um lado bom nisso, porque significa que, obviamente, as coisas ficaram um pouco loucas e de repente muitas pessoas passaram a saber quem eu sou e assistirem à série, mas eu meio que me protegi disso de certa forma, porque estive aqui apenas com meus amigos que são incríveis e me mantêm com os pés no chão e esse tipo de coisa. Mas também para mim o mais importante é o trabalho. E eu acho que embora eu ame eventos, festas, viagens e esse tipo de coisa, fazer imprensa do meu quarto no meu apartamento e apenas falar sobre trabalho sem ir a lugar nenhum e ter toda a atenção, significa que tem sido muito focado na arte e eu acho isso incrível. Foi assim que uma amiga disse, o que eu achei adorável de se dizer.

O que a deixou emocionada quando leu os roteiros…

Eu fiquei muito emocionada, acho que em três pontos. Fiquei emocionada ao ler sobre quando ela deixou seu apartamento. Na verdade, filmando a cena em que ela está descendo as escadas e suas amigas de apartamento estão no topo da escada e elas estão dizendo “Tudo bem”, e ela está tipo, “Não sejam bobas, nos veremos em breve”, e você sabe que ela realmente nunca vai poder estar com elas da mesma forma. Eu moro com amigas da universidade que conheço há cinco ou seis anos, e fiquei muito emocionada com a ideia em ser tirado de seus amigos, do lugar onde você se sente confortável, onde você se sente amado e seguro, e ser lançado em um novo mundo muito frio. Eu chorei então. (…) Eu sei que ambos [Charles e Diana] encontraram as peças quando estavam felizes no episódio seis, muito carinhosos e muito puros, por isso tivemos que nos concentrar muito durante as filmagens para que não interpretássemos o final e a tragédia. Foi muito difícil interpretar aqueles momentos de felicidade sabendo o que estava por vir, mas quando fizemos foi muito bonito. (…) Você percebe que eles eram bons quando estavam juntos, mas muitas coisas entraram em jogo e tornaram tudo muito complicado.

Primeira mesa de leitura com o elenco de The Crown

Eu me lembro do dia da leitura. Eu me lembro de entrar em um carro e levar meu cachorro para fazer a leitura, o que foi muito engraçado. E eu me lembro de sentir essa ansiedade incrível. De entrar e ver uma mesa longa com os nomes de todos nos cartões. E eu cheguei muito cedo. À minha esquerda estava o cartão com o nome da Gillian Anderson, à minha direita do Josh O’Connor, e à minha frente estavam os cartões com os nomes da Olivia Colman e Helena. Acho que devo ter uma foto da mesa no meu celular, porque minha mente estava explodindo, eu estava tipo… Isso é absolutamente assustador, mas ao mesmo tempo incrível. E acho que devo muito àquele elenco, porque poderia ter sido a experiência mais assustadora e às vezes realmente foi, mas é o melhor trabalho. Muitas pessoas falam isso, a Olivia fala muito isso. Mas é realmente o melhor trabalho e todos são tão receptivos que eu realmente não tive uma chance de me sentir deslocada. Foi maravilhoso.

O que diria aos príncipes William e Harry se os encontrasse…

Seria muito difícil saber o que dizer. Só porque eu interpretei essa personagem, não significa que eu tenha qualquer compreensão de como a Diana era, então embora eu queira dizer que ela era incrível, eu entendo que também não tenho autoridade para dizer isso. Eu trouxe à vida a personagem de Peter Morgan. Acho que para ser sincera, provavelmente eu ficaria confusa sobre o que dizer. Eles provavelmente já teriam ido embora antes de eu realmente decidir. E eu me imagino segurando suas mãos e olhando em seus olhos procurando pelas palavras e não sendo capaz de falar nada. Acho que teria muito a dizer. Mas sinto muito por eles.

O que perguntaria a Diana…

Acho que uma pergunta que me veio imediatamente à cabeça foi algo tipo: “O que te fez lutar naquele momento em que você decidiu que queria retomar o controle da narrativa? O que mudou?” Porque acho que vemos isso no final da temporada onde a deixamos com aquele olhar de desafio simultâneo e tristeza total no final [da temporada] à medida que o episódio termina. E acho que sempre foi mencionado assim, esse momento em que ela decide que acabou e tem que lutar por si mesma agora. E não sei se foi realmente um momento que ela passou, mas acho que eu ficaria muito interessada em saber quando ela parou de lutar por eles e para se encaixar, e decidiu lutar por si mesma.

O perfume da Princesa Diana…

Eu me lembro que alguém veio até mim e disse, ‘Depois disso, vá até o suporte do departamento de arte que eles tem algo para mostrar a você’, e eu fiquei, ‘O que?’ E eu lembro de ser conduzida para dentro de um depósito enorme onde eles construíram uma mesa que era essencialmente para ser a mesa da Diana com réplicas completas de tudo. Porque ela era bastante retratada em retratos, eu acho, quando você faz sua foto da realeza ou o que quer seja sentado ao lado de uma mesa, que teria sido sua cômoda ou algo assim. E então eles conseguiram encontrar vários pedaços e peças diferentes que eram na verdade a réplica real do que ela tinha em sua mesa. Por exemplo, ela aparentemente tinha um monte de estátuas de sapo, ela era obcecada por estátuas de sapo, que eu e Ben Caron amávamos por causa do elemento conto de fadas do príncipe e da princesa, e também seu perfume que era da Penhaligon, que eu tenho um frasco aqui. (…) E coisas assim, como a mesma escova de cabelo que ela usava ou os potinhos, loções. Era assustador. Eu lembro de entrar e pensar, ‘Meu Deus, isso é tão assustador.’ E eles ficavam falando: ‘Você quer cheirar o perfume dela?’ E eu pensando: ‘Não sei se quero. Realmente não sei.” Eu tenho um frasco dele aqui. Está no fundo do meu armário. Eu fui convidada pela Penhaligon para ir experimentar alguns dos seus perfumes e quando escolhi o meu, o pessoal disse, ‘Você sabia?’ E eu fiquei tipo, ‘O que?’ E então eles disseram, ‘Você sabia que foi aqui que a Diana comprou o perfume?’ E eu respondi, ‘Meu Deus, eu não sabia que era de vocês’, e eles disseram, ‘Bem, adoraríamos te dar um frasco do perfume dela.’ E eu achei isso muito legal. Além disso, eu não sei o que fazer com isso. O nome é Bluebell ou algo assim e está lá no fundo do meu armário e não sei o que fazer com ele.

Ouça ao episódio completo:

Emma Corrin, ao lado de outras artistas, estrela a mais nova campanha da Miu Miu: Mind Mapping. Com looks da coleção Primavera/Verão 2021 e fotos por Steven Meisel, a Mind Mapping mostra os lados diferentes das mesmas mulheres.

Sobre a campanha, a marca descreve como binário e ainda paradoxal, complementar e ainda assim contrastante, cada conjunto de imagens se engaja em um diálogo entre si e com o observador. São janelas para os mundos desta multidão de mulheres Miu Miu – mapas de suas mentes.

Confira as fotos de Emma em nossa galeria:

MIU MIU > MIND MAPPING > SPRING/SUMMER 2021 BY STEVEN MEISE


Fonte: Miu Miu
Tradução & Adaptação: Equipe Emma Corrin Brasil

Critics’ Choice Awards deu início nesta segunda-feira, 18, à temporada de premiações divulgando a lista dos indicados em TV. Netflix foi a líder em indicações com as séries originais Ozark e The Crown.

Emma Corrin recebeu sua primeira indicação na carreira na categoria de Melhor Atriz em uma Série de Drama por sua interpretação como Princesa Diana na quarta temporada. A atriz agradeceu em seu Instagram Stories:

The Crown foi indicada em cinco categorias no total, incluindo Melhor Série de Drama. A premiação acontecerá no dia 7 de março, ao vivo.


Fonte: Critics’ Choice
Tradução & Adaptação: Equipe Emma Corrin Brasil

DESENVOLVIDO POR lannie d.